VERBO 2009

A 5a edição da mostra de performances VERBO se expande com workshops, grupos de trabalho e mesas de debates. Veja a programação completa no site da Galeria Vermelho.

Programação das mesas de debates – Verbo Conjugado (com transmissão on-line pelo Forum Permanente):
Programação – Mesas

7 de julho / Mesa 1_ Espaço e Acontecimento / Espaço como instrumento persuasivo do acontecimento. Discussão sobre a potencialidade performática de instalações e intervenções urbanísticas. Participantes: Sam Ely & Lynn Harris, Renato Cymbalista e Daniela Labra (mediadora).

08 de julho / Mesa 2_ Perfomatividade e Narrativa / O termo performatividade auxilia a entender o novo interesse acerca da narrativa no contexto da arte contemporânea? Participantes: Jaime Vallaure, Rafael Lamata, Cristiane Paoli Quito e Daniela Labra (mediadora).

09 de julho / Mesa 3_ Modos de Subjetivação / Um olhar sobre a prática do performer e o caráter criador da experiência de desestabilização presente nos processos contemporâneos de subjetivação. Participantes: Suely Rolnik, Key Sawao, Ricardo Iazzetta e Daniela Labra (mediadora).

10 de julho / Mesa 4_ Debate: Inserção institucional da performance / discussão acerca da inserção da performance na programação de espaços públicos e privados. Participantes: Sonia Sobral, Eduardo Brandão, Lara Pinheiro, Liliana Coutinho e Fernando Oliva (mediador).

Para acompanhar a transmissão online pelo site do Forum Permanente clique em: Página da web ou Media Player. Obs.: Os links estarão disponíveis somente nos horários da programação (das 15h até 18h).

Manifesto em Defesa da Exibição Pública das Obras de Arte Brasileiras

Manifesto em Defesa da Exibição Pública das Obras de Arte Brasileiras

A Lei dos Direitos Autorais brasileira transfere aos herdeiros legais, por 70 anos após a morte do artista, os direitos de autor e de imagem de obras de arte. Na prática, isso significa que os herdeiros legais têm o direito de autorizar ou não a exibição pública dessas obras (mesmo quando estas pertencem a terceiros), e também o de cobrar por isso. Lei e prática não são exóticas: regimes legais análogos vigoram em diversas partes do mundo.

No Brasil, entretanto, a vigência da lei tem dado lugar a situações inusitadas, com herdeiros legais solicitando de instituições culturais pagamento de quantias que, na prática, inviabilizam a exibição pública de obras de arte – seja em exposições, seja em catálogos e livros. Há, de resto, caso recente de representante legal de herdeiro que, em meio à negociação de condições de autorização de publicação de obras, solicitou da instituição promotora o envio prévio dos textos críticos que acompanhariam a reprodução das obras.

De toda evidência, o objetivo era exercer controle sobre informações e interpretações de obra e artista, o que é inaceitável.

Não obstante seu valor “cultural”, obras de arte não estão alijadas do mundo das transações e dos interesses comerciais, muito ao contrário. É legítima portanto a interpretação de que, conforme prevê a Lei brasileira, os detentores dos direitos autorais e de imagem de obras de arte sejam remunerados quando de sua utilização em eventos e publicações cujos fins são manifestamente comerciais. Bem entendido, nem sempre a distinção entre “fins culturais” e “fins comerciais” é clara, tanto mais quando se lida com eventos e projetos pertencentes à chamada “indústria cultural”.

Parece portanto igualmente legítimo que os detentores dos direitos autorais e de imagem de obras de arte sejam adequadamente remunerados (a partir de bases de cálculo razoáveis e transparentes, compatíveis com a realidade financeira do evento, e que tomem como referência valores consagrados  internacionalmente) quando de sua exibição em exposições com ingressos pagos e de sua reprodução em catálogos comercializados. Inversamente, no caso de uso para fins estritamente acadêmicos, não deve jamais caber cobrança.

Há algo, no entanto, que deve preceder e obrigatoriamente pautar a discussão sobre a distinção entre “fins culturais” e “fins comerciais”, e, por conseguinte, também a disputa sobre as condições de remuneração dos detentores dos direitos autorais e de imagem de obras de arte: o dever precípuo e inalienável dos herdeiros de promover a exibição pública e a ampla circulação das obras que lhes foram legadas. No caso de acervo de bens de comprovado valor cultural, o interesse patrimonial (privado) deve conviver, não se antepor ao
interesse cultural (público).

A idéia de que o legítimo direito de remuneração pode preceder o dever da exibição e divulgação pública da obra de arte é inadmissível. O empenho por parte de alguns herdeiros, motivado por demanda comercial desmedida ou impertinente, em obstruir a exibição pública de obra de arte de artista desaparecido não é apenas absurdo, é imoral.

O DOCOMOMO Brasil está apoiando esse manifesto.

Viradão Carioca

Já chega tarde o evento Viradão Cultural no Rio de Janeiro, que é de extrema importância para ressucitar circuitos culturais da cidade. Ainda que possamos nos incomodar com eventuais manobras políticas, e o uso indevido do nome do Viradão por casas que querem apenas promover seus eventos regulares, não se pode rejeitar este acontecimento.

Segue aí o link com a programação do final de semana:

http://www.viradaocarioca.com

PARANGOLÉ DE MUITOS

O IMAGINARIO PERIFÉRICO, a EBA|UFRJ, a ECO|UFRJ,
a UNIVERSIDADE NÔMADE e o PROJETO HÉLIO OITICICA,
convocam todos os artistas interessados a participar
da MANIFESTAçãO PRÓ HéLIO OITICICA a fazerem
seus parangolés conforme instrução abaixo e se
juntarem a esse corpo coletivo pedindo a PERMANêNCIA
DA OBRA DE HO NO CENTRO DE ARTE QUE LEVA SEU NOME.
23|MAIO – 15H – SÁBADO

RUA LUíS DE CAMõES 68 – CENTRO – RIO DE JANEIRO

[Em frente ao Centro de Arte Hélio Oiticica]
>VIDEO-PERFORMANCES do Imaginário Periférico
na obra RODISLâNDIA no Centro H.O.
>TREME TERRA de Aderbal Axogum
>NIMBO OXALá de Ronald Duarte
>CHAPéU PANORâMICO de Romano
>MUSA PARADISíACA de BobN
Venha e FAçA VOCê MESMO SEU PARANGOLé.

Leia [abaixo] a proposição de Hélio Oiticica
e entre nessa onda.
_______________________________________________________
hélio oiticica

1968
INSTRUÇÕES para feitura-performance de CAPAS FEITAS NO CORPO
1- cada extensão de pano deve medir 3 metros de comprimento.
2- o pano não deve ser cortado durante a feitura da capa, de modo
a manter a estrutura extensão-extensão como base viva da capa.
3- alfinetes de fralda devem ser usados para a construção da capa,
que será depois cosida.
4- a estrutura da capa construída no corpo deve ser improvisada
pelo participador; se a ajuda de outros participadores vier a calhar,
ótimo; a estrutura deve ser construída em grupo em cada corpo
participante, e feita de modo a ser retirada sem destruir, como
uma roupa.
5- um grupo pode construir uma capa para várias pessoas, numa
espécie de manifestaçãqo coletiva ao ar livre.
6- o uso de dança e/ou performances criadas por outros indivíduos
é essencial à ambientação dessa performance: assim como o uso
do humor, do play desinteressado, etc. de modo a evitar uma
atmosfera de seriedade soturna e sem graça.

parangole_faca_voce_mesmoparangole_faca_voce_mesmo_em_acao

O corpo e o objeto na videoarte brasileira

Centro de Artes Visuales Matucana 100 em Santiago de Chile encerra a exposição Comunidad Fictícia.

A referida exposição, com curadoria de Paz Aburto Guevara apresenta videos com teor performático e, ao mesmo tempo, fora da tela expõe os objetos que compõe esses trabalhos. Para encerrar a mostra, haverá uma plestra sobre O corpo e o objeto na videoarte brasileira. Abaixo segue o convite em español. Hasta la vista!

matucana100

Para dar cierre a la muestra Comunidad Ficticia, el área de artes visuales de Matucana 100 te invita a participar de una conversación con Daniela Labra,  Curadora de Video y Directora del Festival de Performance y Nuevas Tecnologías en Río de Janeiro, quién expondrá sobre El Cuerpo y el objeto en el videoarte brasileño de 1969-2009.

El encuentro, que ha sido convocado por Paz A. Guevara, curadora de la muestra Comunidad Ficticia, se realizará en la Galería de Artes Visuales de Matucana 100 el día 15 de mayo de 20:00 a 22:00 y su entrada es liberada.

GALERÍA DE ARTES VISUALES
Viernes 15 de mayo de 20:00 a 22:00 horas
Moderadora: Camila Marambio
Entrada Liberada

APOIO:

brasil1minc2

ASSEMBLÉIA GERAL – PRIMEIRA CONVOCAÇÃO

Próximo sábado, 9 de maio

ASSEMBLÉIA GERAL – PRIMEIRA CONVOCAÇÃO

Série de encontros e debates sobre arte, cultura, política, tecnologia, comportamento e improvisações.

16h30 – Frederico Coelho: “Livro ou Livro-me: os escritos babilônicos de Hélio Oiticica”
17h15 – Helena Aragão: “Overmundo: a cultura de todo Brasil na internet”.
18h – Raul Mourão entrevista Fausto Fawcett

ENTRADA FRANCA

Rua Joaquim Silva 71 – Lapa
(atrás da Sala Cecília Meireles)

É necessário confirmar presença pelo
email:  contato@automatica.art.br

Apoio:  Automatica    Natasha RB    Tecnopop

“Panorama estrangeiro” é atacado na web

Prá quem quiser acompanhar a discussão, há um link com depoimentos de algumas pessoas sobre o fato. Mas o melhor comentário é o de Ricardo Basbaum: “Parece que somente os curadores são capazes hoje de provocar polêmicas; antes estas eram produzidas pelas obras, pelos artistas. Se pensarmos na 28ª Bienal, a discussão que mobilizou a opinião pública foi provocada pelos curadores e não por qualquer artista ou obra da mostra”.

Acesse os links e leia mais.

Folha de São Paulo, 4/05/09

“Panorama estrangeiro” é atacado na Web

Tradicional mostra bienal sobre arte brasileira, agora curada por Adriano Pedrosa, gera polêmica por só ter estrangeiros

“Que presunção, que vaidade, que egocentrismo”, diz artista Artur Barrio; ideia também tem defensores, que a Ilustrada ouviu

FABIO CYPRIANO
DA REPORTAGEM LOCAL

Em vez de “Panorama da Arte Brasileira”, “Brazilian Art Landscape” é como o artista Alex Cabral propõe que seja denominada a mostra com curadoria de Adriano Pedrosa, a ser inaugurada em outubro, no MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo).
Já a artista Ligia Borba sugere “Panorama da Arte Brasilianista”. O sarcasmo faz parte da maior parte das 58 mensagens já postadas (até o fechamento desta edição) no site Canal Contemporâneo, a partir da proposta de Pedrosa de não incluir artistas brasileiros na exposição com caráter bienal, criada há 40 anos.
No blog do Canal Contemporâneo -uma comunidade digital organizada pela artista Patrícia Canetti-, a grande parte dos comentários à proposta de Pedrosa, após reportagem publicada na Folha, é marcada por reações bastante violentas (http://www.canalcontemporaneo.art.br/
brasa/archives/002119.html
).
Um dos exemplos é como o artista Artur Barrio contesta Pedrosa: “Que presunção, que vaidade, que egocentrismo, que exclusão, que ignorância”.
“Sabia que a proposta geraria polêmica, e o formato de blog propicia reações violentas. Como a curadoria é uma prática que exclui muito mais do que inclui, pois o conjunto incluso é sempre infinitamente menor do que o excluído, quanto mais reputada a mostra curada, maior o número de potencialmente frustrados ou irados em relação a ela”, diz Pedrosa.

Opiniões favoráveis
A Folha ouviu outros 13 artistas e curadores (leia íntegra dos depoimentos em www.folha.com.br/091221) e a maioria, ao contrário do que ocorre no Canal Contemporâneo, posicionou-se a favor do projeto de Pedrosa. De todos, apenas a artista Carmela Gross e o curador Paulo Venancio Filho foram contrários à proposta.
A favor manifestaram-se os artistas Jac Leirner, Rivane Neuenschwander, Rosângela Rennó, Sandra Cinto e Ricardo Basbaum, além dos curadores Agnaldo Farias, Lisette Lagnado, Daniela Labra, Rodrigo Moura, Cristiana Tejo e Felipe Chaimovich.
Curador do MAM-SP, Chaimovich coloca a instituição em defesa de Pedrosa: “O “Panorama” caracteriza-se pelo questionamento regular da natureza da arte brasileira e o debate gerado pela proposta curatorial de 2009 mostra a relevância de uma reflexão renovada a cada edição, quebrando expectativas e apontando interpretações inesperadas, como cabe a um museu de arte moderna”.
No entanto, nem todos são a favor da ideia de forma integral, apresentando algumas ressalvas, como o artista e curador Ricardo Basbaum.
“Parece que somente os curadores são capazes hoje de provocar polêmicas; antes estas eram produzidas pelas obras, pelos artistas. Se pensarmos na 28ª Bienal, a discussão que mobilizou a opinião pública foi provocada pelos curadores e não por qualquer artista ou obra da mostra”, diz ele.
“Isso me preocupa: obras e artistas não estão sendo mais percebidos enquanto agentes provocadores, e sim os curadores”, completa Basbaum, que está em cartaz em São Paulo, na galeria Luciana Brito.
A polêmica, contudo, está ajudando o curador a redefinir sua própria exposição.
“A princípio, eu tinha pensado em fazer uma exposição mais esparsa, com um número menor de artistas, mas agora estou considerando incluir mais obras, mais exemplos de “arte brasileira feita por estrangeiros”, sem querer esgotar o assunto, mas tornando o argumento mais claro”, diz Pedrosa.